Paulo Roberto Gomes Fernandes expõe que a interferência externa, incluindo furto, obra de terceiros e perfurações clandestinas, precisa ser tratada como risco de integridade, não apenas como ocorrência policial. Em 2026, a reincidência desses eventos mostra que a tecnologia de detecção e repressão é essencial, porém insuficiente quando o ativo permanece acessível e o tempo de resposta depende de descobrir a violação depois que ela começa. Por isso, a estratégia mais consistente combina prevenção por desenho, inteligência operacional e coordenação institucional.
Em malhas extensas, o risco não é homogêneo. Trechos próximos a áreas urbanizadas, vias, servidões ocupadas e regiões com histórico de tentativas exigem tratamento diferenciado. Nesse sentido, reduzir incidentes passa por reconhecer criticidade, reforçar barreiras nos pontos certos e criar rotinas que encurtam a cadeia entre sinal, decisão e intervenção.
Interferência externa como mecanismo de falha, e não como “exceção”
Quando um duto é violado, surgem riscos de vazamento, contaminação do solo e, em cenários extremos, incêndio e explosão. Por outro lado, a violação também pode permanecer discreta, gerando perdas graduais e degradação do ativo. Conforme elucida Paulo Roberto Gomes Fernandes, esse caráter imprevisível exige um modelo que trate acesso indevido como mecanismo de falha, com probabilidade e consequência mensuráveis.
A partir disso, o ponto de partida é mapear onde a interferência é mais provável. Histórico de ocorrências, proximidade de obras frequentes, facilidade de acesso e baixa visibilidade entram como variáveis de risco. Desse modo, a organização deixa de atuar por igual e passa a priorizar o que realmente concentra a exposição.
Prevenção por desenho: barreiras físicas e escolhas de projeto
Medidas de engenharia podem reduzir a oportunidade de violação. Entre elas estão proteção mecânica reforçada em pontos críticos, sinalização e marcos de faixa mais eficazes, reavaliação de profundidade e barreiras adicionais em travessias sensíveis. Na avaliação de Paulo Roberto Gomes Fernandes, a lógica é aumentar o custo operacional do crime e reduzir a chance de acesso silencioso, sem criar intervenções que dificultem a manutenção legítima.

Ainda assim, a prevenção precisa considerar o ciclo de vida. Uma solução que fecha o acesso, mas torna a inspeção e o reparo mais complexos, pode deslocar o risco para a operação. Logo, o desenho deve equilibrar proteção e mantenabilidade, com critérios de aceitação claros e registro de mudanças para evitar vulnerabilidades criadas por ajustes improvisados.
Monitoramento, resposta e integração entre sala de controle e campo
Monitorar não é apenas detectar, é responder com rapidez e método. Sistemas de balanço de massa, análise de pressão, telemetria e alarmes podem encurtar o tempo entre anomalia e ação. Contudo, sem protocolos, o ganho se perde. Para o especialista, a resposta precisa ser treinada: validação do alerta, acionamento de equipes, isolamento do trecho e comunicação com autoridades, com trilha de decisão definida.
Por conseguinte, a gestão de dados deve alimentar a prevenção. Cada tentativa, cada ocorrência e cada ponto vulnerável precisa virar aprendizado operacional, atualizando a criticidade do trecho e orientando reforços. Quando a organização transforma evento em indicador, ela reduz reincidência porque passa a antecipar padrões, e não apenas a reagir.
Governança compartilhada e redução consistente de incidentes
Interferência externa raramente é resolvida por um único ator. Operadora, regulador, forças de segurança, municípios e empresas de obras próximas precisam operar com coordenação mínima, inclusive para controlar atividades na faixa e evitar intervenções não comunicadas. Paulo Roberto Gomes Fernandes analisa que acordos de procedimento e canais de informação reduzem ruído e aceleram a resposta, especialmente quando há múltiplas frentes de obra no entorno.
Em 2026, a conclusão prática é que reduzir incidentes exige combinar engenharia preventiva, monitoramento com resposta padronizada e governança contínua. Paulo Roberto Gomes Fernandes conclui que a proteção de oleodutos se torna mais eficaz quando o sistema diminui oportunidades de acesso e transforma cada sinal em decisão rastreável, sustentando segurança pública, ambiental e operacional.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez

