O Doutor Yuri Silva Portela, pós-graduado em geriatria, destaca que algumas emergências de saúde em pessoas idosas podem ser precedidas por mudanças que passam despercebidas no cotidiano. Alterações no equilíbrio, comportamento, alimentação, disposição ou capacidade de realizar tarefas habituais nem sempre indicam uma doença grave, mas podem sinalizar que algo precisa ser investigado.
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Quais mudanças na rotina merecem atenção? Veja com o Doutor Yuri Silva Portela
Uma alteração repentina na maneira como o idoso realiza atividades cotidianas é um dos sinais que merece ser observado. Dificuldade para caminhar, maior necessidade de ajuda para tarefas habituais, perda de força ou episódios recentes de queda podem indicar que houve alguma mudança em seu estado geral. Comparar essas alterações com o comportamento habitual ajuda a perceber quando uma mudança merece maior atenção.
Conforme informa o Doutor Yuri Silva Portela, o mesmo vale para alterações no comportamento. Confusão repentina, sonolência incomum, agitação ou dificuldade diferente do habitual para se comunicar não devem ser automaticamente atribuídas ao envelhecimento. Mudanças desse tipo podem ter diversas causas e precisam ser avaliadas de acordo com o contexto. Registrar quando esses sinais começaram e se estão se intensificando também pode facilitar a avaliação profissional.
Observar não significa diagnosticar. A função da família ou do cuidador é perceber que algo mudou e transmitir essa informação ao profissional responsável. Quanto mais clara for a descrição da mudança, mais elementos estarão disponíveis para orientar a avaliação. Esse cuidado permite que informações importantes sejam consideradas antes que uma alteração passe despercebida ou se agrave.
Alimentação e hidratação também podem revelar alterações?
Redução importante do apetite pode passar despercebida quando acontece gradualmente. Porém, quando o idoso começa a comer muito menos do que de costume, perde peso sem explicação ou apresenta dificuldade para se alimentar, a situação merece atenção. Alterações na alimentação podem estar relacionadas a problemas físicos, emocionais ou ao próprio tratamento utilizado. Observar a frequência e a intensidade dessas mudanças ajuda a identificar quando é necessário buscar orientação profissional.

Segundo o Doutor Yuri Silva Portela, a ingestão de líquidos também precisa ser considerada, principalmente quando a pessoa depende de auxílio para beber água. Sede reduzida, dificuldades de mobilidade ou limitações cognitivas podem fazer com que a hidratação seja insuficiente sem que o idoso perceba. Por isso, acompanhar a rotina de hidratação pode ajudar a evitar que essa necessidade básica seja negligenciada.
O que medicamentos têm a ver com sinais de alerta?
Pessoas idosas frequentemente utilizam medicamentos para diferentes condições de saúde. Mudanças recentes na prescrição, introdução de novos remédios ou alterações de dose devem ser acompanhadas, principalmente quando surgem sintomas diferentes depois dessas modificações. Registrar essas mudanças e observar como o organismo reage pode fornecer informações importantes durante uma nova avaliação.
Tontura, fraqueza, sonolência ou alterações no equilíbrio podem ter diversas causas, inclusive efeitos relacionados a medicamentos. Por isso, é importante informar ao profissional tudo o que está sendo utilizado, incluindo produtos adquiridos sem receita, suplementos e outras substâncias. Esses dados ajudam a analisar possíveis relações entre o tratamento e as mudanças percebidas na rotina, contribuindo para uma avaliação mais completa.
O Doutor Yuri Silva Portela ressalta que manter uma lista atualizada dos medicamentos pode facilitar esse acompanhamento. Ter nome, dose e horários registrados ajuda a evitar esquecimentos durante as consultas e permite que diferentes profissionais conheçam o tratamento completo. Essa organização também facilita a comunicação entre o paciente, a família e a equipe responsável pelo atendimento, especialmente quando há mudanças recentes na prescrição.

